Esta foto da Isa e da Jana é real?

Um anúncio com imagem gerada por IA vendeu tanto quanto um anúncio feito por humano. A diferença apareceu em outro lugar.

Uma pesquisa divulgada em janeiro deste ano, com participação de pesquisadores de Columbia, Harvard, da Technical University of Munich e da Carnegie Mellon, analisou mais de 500 milhões de impressões de anúncios reais. A comparação foi feita par a par: o mesmo anunciante, a mesma campanha, o mesmo dia, um anúncio com imagem de IA, outro com imagem feita por humano.

Na média geral, os dois performaram de forma parecida. Mas os pesquisadores foram além da média e dividiram os anúncios de IA em dois grupos: os que pareciam artificiais e os que não pareciam. Aí a diferença ficou grande. Os anúncios de IA que não pareciam feitos por IA tiveram o maior engajamento entre todos os grupos, superando inclusive os anúncios humanos.

O fator que mais separava um grupo do outro era simples: a presença de um rosto humano grande e nítido.

Nossa leitura sobre isso: a pesquisa não mostrou que “imagem de IA converte”. Mostrou que imagem com sinal de confiança converte, e que a IA consegue produzir esse sinal tão bem quanto qualquer outra técnica, desde que seja usada com esse objetivo em mente. Ferramenta boa não substitui esse julgamento. Só executa mais rápido uma decisão que alguém já devia estar tomando com cuidado.

Antes de aprovar o próximo criativo com IA, duas perguntas ajudam: essa imagem tem um rosto humano claro e bem resolvido, ou uma figura genérica de fundo? Se fosse uma foto real, ainda pareceria uma escolha de bom gosto para a marca?

Uma ressalva importante: os dados vieram do próprio inventário e da própria ferramenta de IA da empresa que divulgou o estudo (Taboola), com pesquisadores acadêmicos sérios envolvidos, mas sem publicação revisada por pares. Um indício forte. Não uma conclusão fechada.

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